quarta-feira, 2 de novembro de 2011

EM CARACARAÍ - Garota de oito anos é encontrada morta às margens da BR-174

Na manhã de segunda-feira, 10 de outubro, foi encontrado o corpo de Emanuelly Lorraine Santos Ramos, de apenas oito anos, às margens da BR-174, na cidade de Caracaraí. A menina tinha desaparecido no sábado (9). Na terça-feira (11), a polícia prendeu Ítalo Ayala Nascimento Ribeiro, 22, conhecido como “Ted”, que era considerado tio da vítima e que foi apontado como principal suspeito da morte de Emanuelly.

Ted já havia vivido maritalmente com Daniele, tia da garota. Exposto a indícios materiais da autoria do crime, durante interrogatório na Delegacia de Polícia Civil de Caracaraí, Ted acabou por confessar ter matado a garota. O acusado teve sua prisão em flagrante decretada pelos crimes de estupro de vulnerável com resultado morte e ocultação de cadáver.

Depois de concluído os trabalhos periciais e o interrogatório, Ted foi conduzido por agentes da Polícia Civil para Boa Vista para fazer exame de integridade física no Instituto de Medicina Legal (IML). Posteriormente foi levado para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde vai ficar à disposição da Justiça.

Conforme disse o delegado Alberto Alencar à imprensa, o motivo de Ted ter decidido matar Emanuelly foi porque ela, ao acordar pela madrugada, o flagrou fazendo uso de drogas na parte de trás da casa de Daniele, tia da criança, e gritou. Ted confessou ter jogado a menina contra o chão e bateu a cabeça dela várias vezes contra o piso até que ela desvanecesse e morresse. O depoimento foi prestado de forma fria.

A garota tinha dormindo na casa da sua tia, junto com um primo, enquanto a mulher passou a noite se divertindo numa festa. Quando Emanuella acordou flagrou Ted usando drogas no quintal da casa. Foi quando ele cometeu o assassinato. Quando a tia da menina voltou da festa, Ted esperou que ela dormisse para, só então, poder tirar o corpo do quintal, já ao amanhecer do dia, e foi desová-lo na BR-174 cobrindo-o com folhas.

A expectativa de Ted era que o corpo não fosse encontrado dentro de até dois dias depois do assassinato para depois voltar ao local e enterrá-lo. O acusado negou ter estuprado a criança. Mas a perícia feita pela criminalística detectou indícios de abuso sexual no corpo de Emanuelly. [Leia mais]

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